FRETE! O PESADELO DE TODO GESTOR DE E-COMMERCE

Recebo e leio constantemente opiniões de clientes informando que as lojas são ótimas, a experiência é agradável, fácil navegação para encontrar tudo que precisa, bons produtos, facilidades na escolha do pagamento, etc e etc. Nos gestores ficamos felizes, parece um “conto de fadas”, uma loja ser reconhecida pelos seus esforços e satisfazer seus clientes é gratificante. Porém, como todo super-homem, temos pontos fracos, a criptonita, o conhecido FRETE.

O custo de transportar uma mercadoria até o cliente é umas das discussões mais antiga entre os e-commerces e seus e-consumidores. Antigamente, para adquirir um produto, o cliente deveria se deslocar até a empresa X, procurar o produto desejado, andar até a empresa Y, Z e fazer a cotação dos produtos para finalmente concluir sua compra. Saíam felizes da décima quinta loja, pois tinham feito um bom negócio e estavam levando para casa o item desejado.

As coisas mudaram! A violência e os riscos de sair de casa aumentaram, o tempo se tornou curto e cada vez mais escasso nas agendas das pessoas.  O cliente quando ia buscar a mercadoria na loja, com certeza tinha-se um custo: seja o combustível, passe de transporte, taxi, o estacionamento e muitas outras coisas.
EmbalagemEntretanto, a tecnologia disponibilizou uma nova forma de comprar, a VIRTUAL. Essa nova forma de adquirir produtos, que utiliza a internet como ambiente de compra e venda, ofereceu a comodidade de receber as compras em casa, ao invés de ter que andar por N lojas; efetuar compras com agilidade e gastar pouco tempo na tomada de decisão, além da liberdade de horário para comprar – o melhor dos mundos! E agora eu me pergunto: quem pagou por toda essa comodidade de receber o produto em casa?
Sabemos que os custos operacionais de um e-commerce exigem menos que uma loja física tradicional (que acredito ser mais indicada para produtos especializados, tema para outra discussão).  Porém, não podemos desprezar ou ignorar a conta de transporte do produto ao cliente.

Quando as lojas virtuais surgiram, era comum o frete ser calculado dentro de um percentual do valor total do pedido. Esse mesmo cálculo era feito pelos transportadores e assim, os sites cobravam de seus clientes esse valor e o negócio se tornava justo a todos – por exemplo: se um produto era vendido por R$100,00 o frete seria, no máximo, R$10,00.

Assim, no passado de alguns e-commerces, para melhorar suas participações dentro dos canais de compras existentes e aumentar os experimentadores da compra virtual (melhorando seu faturamento), o frete foi utilizado como marketing e isso agradou a todos (e como!), ajudando a contribuir para o crescimento desse canal de vendas.

Sabemos que essa realidade de cálculo de frete mudou e muito. O Brasil é um dos maiores países em extensão territorial e sua malha viária é precária. Faltam investimentos para pavimentação, manutenção de veículos, além dos altos custos operacionais e de impostos (ex. protocolo 21/2011). Tudo isso torna o valor do frete para um produto pequeno, (cobrado pelo transportador), extremamente caro. Às vezes, próximo ao valor de venda do produto, dependendo da localidade.

Como a prática de baixos valores para o frete se tornou comum e acostumou mal os novos e-consumidores, agora são os gestores de e-commerces que devem renovar, constantemente, suas estratégias para controlar essas despesas. As estratégias são desde tabelas de valores de frete por região à incorporação de parte do valor do frete no preço de venda dos produtos. Trabalhe com inteligência ou vai perder dinheiro, e ele, é FINITO.

A realidade é que essa despesa é cara e, se não for tomado o devido cuidado, pode se tornar um “custo fixo” alto. Ter uma estratégia de frete balanceada é uma obrigatoriedade em e-commerce. Saber dosar uma boa política que custeia parte do valor cobrado do frete ao cliente pode ter resultados positivos para o crescimento da loja, além de conseguir boas opiniões e motivar novos clientes. Pense nisso e dedique um pouco do seu tempo nessa etapa do seu e-commerce. Pode estar ai um caminho a percorrer para ter melhores resultados!

Fonte: Blog Thiago Zampieri