Aplique-marketing-de-verdadeAs micro e pequenas empresas paulistas registraram receita total de R$ 45,3 bilhões em julho, R$ 524 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado de 2012. O comércio foi o setor responsável pelo crescimento de 1,2% registrado no mês. Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada nesta terça-feira, 10.

Na divisão por setores, o comércio cresceu 5% na comparação com julho de 2012. Já o setor de serviços registrou um recuo de 0,7% e a indústria, de 6,2%. “O desempenho negativo da indústria tem explicação nos problemas de competitividade que o setor tem enfrentado; já o fraco resultado dos serviços pode ser atribuído ao crescimento menor da renda e do emprego nos últimos meses. Além disso, na análise dos serviços temos de considerar a base forte de comparação registrada durante vários meses”, afirmou, em nota, o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

No ano, as micro e pequenas empresas apresentaram uma desaceleração no ritmo de crescimento. Enquanto a alta foi de 3,2% de janeiro a julho em comparação com igual período de 2012, o indicador de janeiro e julho de 2012 foi 7,2% maior que o mesmo período de 2011.

O destaque na divisão por regiões foi o interior, com alta de 5,4%, e o Grande ABC, com um aumento de 4,7%. Já a cidade de São Paulo e a Região Metropolitana apresentaram quedas de faturamento de 3,7% e 2,9%, respectivamente.

Expectativas. A pesquisa do Sebrae-SP também aponta as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Em agosto, 56% deles afirmaram acreditar em estabilidade no faturamento.  Outros 27% esperam uma melhora do resultado. Há um ano, esse porcentual era de 35%.

Em relação ao nível da atividade econômica brasileira, 52% dos empresários preveem estabilidade. Já os que acreditam que a situação vá piorar são 17%. Na mesma época de 2012, esse número era de 10%. Na avaliação do consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves, os resultados fracos da conjuntura podem ter contribuído para reduzir a confiança dos proprietários de pequenos negócios.

O consultor ainda pontua os possíveis efeitos da desvalorização do real nos resultados das empresas e que os segmentos que dependem de insumos importados ou cotados em dólar poderão ter dificuldades para repassar o aumento de custos. “Ou seja, o cenário é de custos mais altos, retração no consumo e menos lucratividade para as empresas”, disse, em nota, o consultor.

Por: O Estado de SP