O conceito de gerenciamento de produtos é muitas vezes varrido para debaixo do tapete e triturado juntamente com outras funções de comércio eletrônico, tais como gestão de pessoas. No entanto, é importante que os varejistas de comércio eletrônico priorizem a gestão de produtos para maximizar a lucratividade de suas lojas on-line. Não adianta sonhar com boas vendas se você não organizar a sua empresa.

Apesar de parecer óbvio, muitas empresas falham no processo de conciliação entre estoque físico e virtual, oferecem em suas lojas produtos que não estão mais disponíveis ou simplesmente não permitem que o e-consumidor encontre os caminhos corretos para encontrar aquilo que procuram.

Para que isso não aconteça, existem três áreas específicas que você precisa se concentrar:

1. Pesquisa na página inicial: Uma vez que os clientes estão visitando um site de comércio eletrônico, não há nada mais frustrante do que a procura de um produto específico e não ser capaz de encontrá-lo. Se você não faz uma gestão eficaz de produtos tende a correr dois riscos: o resultado não apresentar o produto certo ou oferecer muitas sugestões aos clientes.

Vamos à cena: um consumidor visita a sua loja à procura de um iPod branco 6GB. No cenário perfeito, ele deve ser capaz de escrever essa frase na caixa de pesquisa e o primeiro resultado deve direcioná-lo para esse item específico. Lindo!
Contudo, você terá problemas com gerenciamento de produtos se outros 50 tipos de MP3 players retornarem como resultados, ou se a pesquisa vier à tona em branco. De qualquer forma, seu comércio eletrônico está tornando complicada a compra para os consumidores, pois ele não pode encontrar rapidamente o que precisa. Lá se vai o seu potencial de vendas.

Lembre-se que a pesquisa on-site é um fator que corresponde entre 15 e 35% de todas as vendas.

2. Carrinho de Compras : Para muitos varejistas, uma de suas métricas fundamentais é a quantidade de itens por compra. Recomendações de produtos e pacotes que agregam produtos de uma mesma linha são boas estratégias para ajudar a levantar os itens por transação e gerar mais receita.

O sucesso dessa iniciativa dependerá de uma boa plataforma que contemple um sistema de compras eficaz e confiável para armazenar, organizar e catalogar seus produtos. Apenas não se esqueça de que a gestão inteligente de produto faz mais do que apenas lembrar o que os consumidores deixaram de adicionar ao carrinho – não permitir a inclusão de produtos sem estoque, oferecer lembretes automáticos para que o consumidor não se esqueça de concluir uma compra e atualizar os preços automaticamente quando novos produtos forem inseridos nos carrinhos são outras formas de converter carrinhos lotados em vendas.

3. SEO – Search Engine Optimization: Tão importante quanto a busca local, as pesquisas na internet são ainda mais cruciais para o sucesso das operações de comércio eletrônico. Até mesmo uma loja com pesquisa on-site ruim pode gerar boas vendas desde que esteja recebendo tráfego.
Segundo dados da ComScore, mais de 17,6 bilhões de buscas são realizadas em sites como o Google e Bing por mês. Se o seu cliente não conseguir encontrar sua loja através destes mecanismos de busca, certamente você vai lutar muito para converter vendas.

SEO pode ser um assunto complicado porque você precisa usar palavras-chave específicas de forma inteligente para gerar mais tráfego, mas não é um bicho de sete cabeças. Basta você estar disposto a investir na melhor organização da sua demanda e produtos e na presença digital de seu negócio.

Ana Maria Coelho é pedagoga por formação, educadora por opção, apaixonada por empreendedorismo.
Fonte: E-commerce Brasil